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O Rosário e o
santo negro
O santo negro
Benedito,
o Mouro, também conhecido por Benedito, o Negro, nasceu em
San Filadelfo ou San Fratello, perto de Messina, na Itália,
em 1526. Era filho de Cristóvão e Diana Manasseri, escravos
trazidos da Etiópia, na África, que se tornaram cristãos.
Trabalhou
como pastor até os 18 anos, quando obteve a liberdade.
Outras fontes dizem que obteve a liberdade como primeiro
filho, pelos bons serviços prestados pelos pais aos
senhores.
Apesar de
frequentemente humilhado por sua cor e por sua condição de
filho de escravos, Benedito reagia com paciência. Um dia,
sua dignidade ante alguns provocadores chamou a atenção de
Jerome Lanzi, jovem que havia abandonado a cidade, com um
grupo de eremitas, para viver como S.Francisco de Assis.
Pouco
depois desse incidente, Benedito abandonou suas poucas
posses e se juntou a esse grupo, que vivia nas colinas perto
de Messina e depois se mudou para a periferia de Palermo.
Com a
morte de Lanzi, Benedito se tornou líder do grupo, que
prosperou sob sua direção. Em 1564, quando o papa Pio IV
orientou os eremitas a se filiarem a ordens religiosas
regulares, Benedito entrou para a ordem franciscana dos
Frades Menores da Observância e foi para o Convento de Sta.
Maria, em Palermo.
Nesse
convento, como leigo, trabalhou por vários anos na cozinha e
diz-se que, nessa época, a comida se multiplicava
milagrosamente em suas mãos. Em 1578, foi apontado como
Guardião da instituição, cargo que aceitou com relutância,
por sua humildade.
Sua fama
de santidade se espalhou por toda a Itália e, aonde quer que
ele fosse, leigos e prelados lhe beijavam a mão e levavam um
pedaço de suas vestes. Benedito passou a evitar esse
assédio, viajando apenas à noite. E, quando era obrigado a
viajar de dia, cobria o rosto com o capuz.
Mais
tarde, passou a vicário e a mestre dos noviços do convento.
Sua habilidade para interpretar as Sagradas Escrituras
impressionava tanto a eles como aos religiosos mais
graduados e sua compreensão intuitiva das questões
teológicas assombrava os estudiosos.
Nos
últimos anos de vida, Benedito pediu para deixar seus cargos
e voltou a trabalhar na cozinha do convento e seus dias
foram pontuados por pobres pedindo esmolas, pessoas
importantes buscando conselhos e doentes atrás de cura para
seus males.
Aos 63
anos, Benedito contraiu grave doença e morreu, segundo se
diz, no dia e hora que previu, a 4 de abril de 1589.
Benedito
foi beatificado pelo papa Bento XIV em 1743 e canonizado
pelo papa Pio VII em 1807. Ele é padroeiro de Palermo e dos
negros da América do Norte e do Brasil. Na América Latina, a
devoção a ele vai da Argentina ao México.
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Bibliografia essencial:
www.wikipedia.org
http://www.newadvent.org/cathen/
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