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Viagem pela História
Na rota da cachaça
A cachaça chegou
a Paraty no final do século 18. Em 1763, com a transferência
da capital da Colônia de Salvador para o Rio de Janeiro, a
cultura da cana se expandiu no Sudeste e Paraty se tornou a
maior fabricante de cachaça da Capitania do Rio de Janeiro.
Os primeiros alambiques vieram dos Açores, onde eram
empregados na fabricação da bagaceira. Engenhos grandes e
pequenos foram instalados às dezenas e uma complexa rede de
rios e canais foi aberta para entregar a produção no porto.
Em 1799, Paraty concentrava 155 – ou mais de 61% - dos 253
alambiques da Capitania do Rio de Janeiro, produzindo uma
cachaça tão famosa que o nome da vila virou sinônimo do
produto.
A cachaça de Paraty, junto com o fumo de Baependi, Minas
Gerais, era uma das principais moedas de troca por escravos
na região africana da Costa da Mina. A bebida também era
usada nas minas, como estimulante para o trabalho dos
escravos e exportada para a Europa.
Em 1808, a vinda da família real para o Brasil impulsionou o
comércio entre Paraty e o Rio de Janeiro, inclusive de
aguardente.
Entre 1877, com a chegada do trem a Guaratinguetá e 1888,
com a Abolição da escravatura, a economia de Paraty entrou
em colapso e, a cidade, numa decadência que só se estancaria
em 1974, com a abertura da rodovia Rio-Santos e o mercado do
turismo.
Mas a cachaça continuou sendo produzida e, em 1908, a
aguardente Azuladinha, de Paraty, ganhou a Medalha de Ouro
com a pinga Azuladinha, na Exposição Industrial e Comercial
do Rio de Janeiro.
Na década de 1990, porém, o número de alambiques da cidade
caiu para apenas três. Em 1997, foi assinado um convênio de
consultoria entre o Sebrae e a Fundação Bio-Rio sobre essa
atividade, visando à reestruturação dos engenhos, ao aumento
da produção e à melhora dos processos produtivos.
Em 2004, para reativar esse setor, de histórica e
fundamental importância para a cidade, foi fundada em 2004 a
Associação dos Produtores e Amigos da Cachaça Artesanal de
Paraty. Em 2007, a parceria da Apacap com um pool de
entidades governamentais traz para a cachaça de a
Identificação Geográfica de Procedência.
Feita a mão
Como ensina Paulo Eduardo Gama Miranda, presidente da Apacap,
Associação dos Produtores e Amigos da Cachaça Artesanal de
Paraty, a cachaça é feita de caldo de cana fermentado,
destilado de 38 a 48 graus GL. Se a destilação dessa bebida
for menor que 38 graus ou maior que 48 graus, não é cachaça,
é aguardente.
A conhecida Azuladinha, de Paraty, que em 1908 ganhou a
Medalha de Ouro na Exposição Industrial e Comercial do Rio
de Janeiro, é uma aguardente composta, com folha de
tangerina. A Caramelada e a Gabriela, do alambique
paratiense Paratiana, também são aguardentes compostas, uma
com melado e outra com cravo e canela.
Para fazer a cachaça, mói-se a cana, coloca-se fermento no
caldo e, de 24 a 48 horas, o açúcar se transforma em álcool.
Ou, na linguagem técnica, zera a sacarose. Esse caldo
fermentado, agora chamado de mosto, vai para o alambique,
que destila a cachaça a vapor.
¨”Não há, ao certo, a cana melhor para se fazer cachaça. A
melhor cana é a de maior sacarose. Quando você fermenta e
destila, a cana é indiferente. O importante é que seja
fresca. Ela tem que ter, no máximo, 48 horas de corte,
porque isso influi muito na acidez”, detalha Miranda.
Segundo ele, a diferença entre a cachaça industrial e a
artesanal é o acompanhamento de cada etapa do processo.
Quando a cachaça é industrial, o caminhão despeja a cana
para moer com todas as impurezas que ela tiver, inclusive a
terra de onde foi tirada. A destilação é automática, feita
em colunas e o produto é considerado de forma homogênea. .
“Na destilação artesanal, você escolhe a cana para moer,
destila em alambiques e separa a cabeça, o corpo e a cauda
do produto”, explica Miranda.
Segundo ele, a cabeça é a parte inicial do líquido
destilado, rica em resíduos indesejáveis, como o cobre e
outros subprodutos. Por isso, a boa cachaça depende do corte
preciso da cabeça, que tem um cheiro forte de acetona.
Depois, vem o coração do líquido, que é a parte que
interessa. A cauda é a parte final, quando o líquido começa
a ficar turvo e também tem que ser cortada.
Na destilação artesanal, quem faz isso é um
mestre-alambiqueiro, profissional que chega a ter décadas de
experiência nesse trato, que aprendeu de pai para filho ou
por longa convivência com o trabalho nos alambiques. .
E Paraty virou parati
Vestiu uma camisa listrada e saiu por aí
Em vez de tomar chá com torrada ele bebeu parati
Levava um canivete no cinto e um pandeiro na mão
E sorria quando o povo dizia: sossega leão, sossega leão
Tirou o anel de doutor para não dar o que falar
E saiu dizendo eu quero mamar
Mamãe eu quero mamar, mamãe eu quero mamar
Levava um canivete no cinto e um pandeiro na mão
E sorria quando o povo dizia: sossega leão, sossega leão
Levou meu saco de água quente pra fazer chupeta
Rompeu minha cortina de veludo pra fazer uma saia
Abriu o guarda-roupa e arrancou minha combinação
E até do cabo de vassoura ele fez um estandarte
Para seu cordão
Agora a batucada já vai começando não deixo e não consinto
O meu querido debochar de mim
Porque ele pega as minhas coisas vai dar o que falar
Se fantasia de Antonieta e vai dançar no Bola Preta
Até o sol raiar
(Camisa Listrada, de Assis Valente)
Foi pensando em
Carmen Miranda, e seu estilo brejeiro e
malicioso, que
Assis Valente criou o melhor segmento de sua
obra: os 25 sambas e marchinhas que a cantora gravou no
período 1933-1940. Figuram nesse repertório alguns de seus
maiores sucessos como Camisa Listrada, um dos sambas
preferidos pelos foliões de 1938.
Em 1938, Carmem Miranda vivia o auge da popularidade,
cantando sucessos como esse, Na Baixa do Sapateiro e Boneca
de Piche. Parece que ninguém, nas editoras e gravadoras da
época, conhecia a grafia correta da palavra "listrada", pois
nas primeiras edições deste samba o título aparece como
Camisa Listada, estendendo-se o erro à própria Carmem, na
gravação.
Num flagrante da vida cotidiana, Camisa Listrada descreve a
aventura de um sujeito que aproveita o carnaval para,
comportando-se de forma irreverente, libertar-se de suas
preocupações.
O tal sujeito improvisa uma vestimenta feminina - com uma
camisa listrada e um pedaço de cortina servindo de saia – e,
de "canivete no cinto e pandeiro na mão", sai pelas ruas
cantando Mamãe Eu Quero Mamar.
O curioso é que Assis, muito mais letrista do que
compositor, veste esta alegre crônica carnavalesca com uma
melodia triste, toda no modo menor.
Rejeitado pela gravadora Victor, que chegou a registrá-lo em
disco não lançado, com as Irmãs Pagãs, Camisa Listrada
permanecia inédito já havia algum tempo, quando Carmem
Miranda resolveu gravá-lo, por insistência do compositor, o
único que acreditava em seu sucesso.
(fonte:
http://cifrantiga3.blogspot.com/2006/04/camisa-listrada.html)
Repórter da Memória
Zezito Freire, que conta suas lembranças da cidade nas
Crônicas de Paraty, é nosso Repórter da Memória, em três
saborosos relatos sobre o que conheceu dos antigos engenhos
de cachaça de Paraty.
Os engenhos de Paraty
Quantos engenhos de aguardente existiram em Paraty? José de
Souza Azevedo Pizarro e Araújo, em suas Memórias Históricas
do Rio de Janeiro, editadas pela Imprensa Régia em 1820,
informa da existência de 12 engenhos de açúcar e 100
fábricas, ou mais, de aguardente, denominadas engenhocas.
Haverá outros documentos mais precisos? Não sei. O certo é
que a informação coincide com o que foi passado pela
tradição oral, sempre falando em 120 engenhos de aguardente
e 12 de açúcar.
E por que eles foram desaparecendo? A alegação da abertura
do Caminho Novo, que desviou para outra rota o ouro que aqui
era embarcado para Portugal, por si só não justifica, pois o
fato afetou o comércio que dependia da passagem do ouro. A
produção de aguardente era uma atividade independente do
transporte do ouro.
A abolição dos escravos afetou grande parte deles. Como a
aguardente não era produto de exportação, o governo não teve
a preocupação de dar apoio a industrialização da cana, e os
proprietários de engenhos, engenhocas na maioria, moendo a
cana de plantação própria nas encostas de morros, em seus
pequenos sítios, só conseguiram uma pequena sobrevida
colocando os filhos no eito, homens e mulheres, tirando,
enquanto puderam, o resultado do trabalho familiar.
Os chamados grandes engenhos, não eram poderosos o bastante
para suportar a substituição do trabalho escravo sem pagar
pesado tributo.
Resistiram usando o trabalho de famílias que se agregavam às
suas terras, e a troco de terem um pedaço de terreno para as
suas plantações de subsistência, a chamada lavoura branca,
obrigavam-se a trabalhar na plantação da cana por salário
módico.
Outro fator a ser considerado foi o esgotamento do solo. A
cana era plantada nas encostas dos morros, porque as
plantadas nas várzeas sempre encharcadas, cresciam muito,
davam boa quantidade de caldo, mas com pouca sacarose.
O trabalho de colher, transportar e moer tornava-se bem
maior, e o rendimento em aguardente era menor. Sem os
conhecimentos de adubação, plantando canaviais
sucessivamente nos mesmos lugares, o empobrecimento da terra
começou a dar cana raquítica, com resultado direto na
produção.
Fosse por esta ou por aquela razão, os engenhos
desapareceram, pois os que hoje existem, uma meia dúzia, se
tanto, nem nos locais dos antigos estão situados.
Bem, a pergunta de quantos engenhos existiram ficou sem
resposta. Dias atrás, Francisco Gama Gonçalves,
Tico como é conhecido, meu contemporâneo, nascido em criado
dentro de engenho de aguardente, lidando com a pinga até bem
pouco tempo, garantiu-me que tinha na memória a localização
e o nome da maioria dos proprietários, de perto de 100
engenhos, movidos à roda d’água, à caldeira, ou de manjarra,
como eram chamadas as engenhocas movidas a burro.
E sem dificuldade foi dizendo um a um, chegando a 95. Se
alguma falha houver, temos que dar ao Tico o direito de
lapsos de memória e mesmo de pequenos enganos, pois o que
sabe foi colhido em conversas dos mais antigos, à beira de
engenhos e alambiques, ainda quando ele era menino.
Entressafra
Na década dos anos trinta, mesmo já tendo desaparecido a
grande maioria dos engenhos da época colonial, ainda havia
um número bem maior do que hoje, e a aguardente era o
produto que mais concorria para sustentar a decadente
economia paratiense.
A produção, que começava, geralmente, no mês de maio, ia até
o mês de novembro, aproveitando o período em que a cana dava
o melhor rendimento.
O período da entressafra, que ia de dezembro até abril, era
aproveitado para os reparos dos equipamentos do engenho, de
produção e de estocagem. Entravam em cena os serviços dos
tanoeiros, dos frisadores das moendas, da limpeza da roda
d’água, da recuperação dos alambiques, que se desgastavam
durante a safra, este pela ação constante do fogo.
Meu pai, Carlos Freire, que entre outras habilidades, sabia
trabalhar com o cobre, material do que eram feitos os
alambiques, aproveitava os domingos para atender aqueles que
usavam dos seus serviços, e ele fazia na necessidade de
complementar o magro salário de funcionário público federal.
Acompanhei-o várias vezes nessas incursões dominicais, em
especial ao Engenho da Serraria, do senhor João Olímpio. A
viagem era feita em duas etapas: de canoa até o Jurumirim e
daí em diante, por uns trinta minutos, não mais, a pé. Era a
maneira de evitar-se o contorno pela Ponta Grossa para
entrar na Baía do Paraty-Mirim, um trajeto mais longo, mais
demorado.
Lá, enquanto meu pai entrava no bojudo alambique para os
rebites ou os remendos necessários, eu me distraía no
laranjal que havia em frente ao engenho, fartando-me das
laranjas mexericas de casca solta, ou tentando acertar num
pássaro com o estilingue que levava.
Se nunca acertei num pássaro, apesar da quantidade que
havia, várias vezes acertei do dedão da mão esquerda, a que
segurava o gancho. O regresso já era ao cair da noite e se o
serviço não ficasse pronto, o resto ficaria para o domingo
seguinte.
Também ao Engenho do Rio dos Meros, do Sr. Crispim,
acompanhei meu pai uma vez. Era uma viagem difícil, em lombo
de burro, animal mais afeito ao precário caminho.
Depois de subir o Morro da Boa Vista, na várzea do lado
oposto fazia-se uma grande volta, passando pelo sítio do
Barnabé Ramos, evitando-se a passagem pela Várzea da Maria
Caetana, cuja travessia só era aconselhável na companhia de
quem conhecesse bem as perigosas trilhas que havia no grande
charco.
Outros engenhos meu pai visitava: da Fazenda N. S. da
Conceição, arrendada ao Capitão Leite de Castro; do
Saint-Clair Bustamante, na Pedra Branca; e outros, vários,
que fugiram da memória.
Além de meu pai, outros habilidosos faziam o mesmo serviço,
como o Juca do Ozéas, o Chichico de Baixo, o Godoy, pois
existiam os engenhos da Graúna, do Corisco, do Engenho
D’água, do Fundão, da Itatinga, do Carretão, que também
necessitavam daqueles que sabiam trabalhar o cobre, para os
reparos dos alambiques.
Havia engenhos em que os próprios tanoeiros, encarregados da
manutenção dos tonéis, dornas e barris, também reparavam os
alambiques, como fazia o Ormindo Brasil, que de engenho
entendia de tudo.
A proporção que os engenhos foram sendo desativados, a
profissão foi desaparecendo. Hoje, já com outros recursos,
os proprietários cuidam do que há no engenho, mandando fazer
fora os serviços mais difíceis.
Não foram apenas os habilidosos no trabalho com o cobre que
perderam seus serviços. Também os tanoeiros, que em Paraty
havia dos mais conceituados. A própria aguardente, afamada
pela produção artesanal, já pouco representa na economia da
terra
Antigos tanoeiros
Não sei se ainda existem nem se seu ofício continua sendo
importante. Pelo que me consta, desapareceram há muito
tempo, acompanhando a decadência da produção de aguardente
no município.
Por que a aguardente deixou de ser fabricada na mesma
quantidade de antigamente, muitas razões há para justificar:
a primeira foi a abolição dos escravos. Faltou o braço forte
dos negros que trabalhavam o dia inteiro, desde o nascer do
sol até o lusco-fusco do anoitecer, por que o senhor mandava
e a eles só cabia obedecer. Os senhores de engenho não se
prepararam para a drástica mudança e, de uma hora para
outra, viram-se à volta com um sério problema: substituir a
mão de obra. O sistema de agregados e trabalhadores a jornal
(por dia) foi implantado aos poucos e o rendimento dos
engenhos caiu.
A outra, que foi solapando a produção de pouco em pouco, foi
o empobrecimento do solo. A cana no município, na sua grande
maioria, era plantada nas encostas de morro a partir do mar,
pois a maior quantidade de engenhos ficava à beira-mar, e os
de sertão, plantavam em terrenos equivalentes.
Diziam, então, que uma das razões por que a aguardente de
Paraty suplantava qualquer outra em qualidade, provinha da
cana plantada em terreno seco, onde crescia com maior
quantidade de sacarose, que facilitava a fermentação
espontânea do caldo.
Um outro motivo, que provocou desânimo na produção, foi o
Imposto de Consumo, que somado ao imposto estadual, levava a
metade do preço de venda. Chegou ser tentado qualificar a
aguardente paratiense como produto artesanal, livre de
imposto, mas, seja por que o fisco com isso não concordou,
seja por que o problema não foi tratado com a necessária
sabedoria, e mesmo, por falta de apoio logístico, nada foi
conseguido à época em que alguns grandes engenhos ainda
existiam.
Finalmente, o nascimento das grandes usinas, plantando cana
em terreno plano, com maquinário apropriado, usando fermento
especial para adiantar a fermentação do caldo, produzindo
num só dia a quantidade que os antigos engenhos produziam
durante o ano, barateou o produto a nível que os produtores
de Paraty não podiam competir.
O decréscimo da produção deu fim aos depósitos que havia na
cidade: comerciantes que recebiam o produto em barris e
faziam o engarrafamento.
Também acabou a necessidade de tanoeiros na cidade,
operários especializados que cuidavam da manutenção dos
tonéis, cartolas e barris.
No ano de 1937, ainda existia o depósito do Leontino Melo,
situado na Rua Jácome de Melo, ao fundo do seu armazém de
secos e molhados, na esquina da Rua Tenente Francisco
Antonio com a Rua Jácome de Melo.
Além desse, na Rua da Praia, em um armazém que desapareceu
com a construção do sobrado que ficou conhecido como sobrado
do Vogelar, existia o depósito de José Conti.
Por esse tempo ainda eram usados os serviços dos tanoeiros,
e me lembro bem do Antonino Benedito do Carmo, conhecido
como “Mestrinho”, porque era filho do mestre Silvino, que
lhe ensinou os segredos do ofício. Antonino, respeitado
zagueiro do Jaú Futebol Clube, sem ter mais onde praticar
seu ofício, transferiu-se para Cunha, lá se estabeleceu,
chegou a ser eleito vereador e depois de falecido passou a
ser nome de rua. Também Diógenes, um senhor que residia na
Rua Dona Geralda, era mestre nesse ofício e como o
Mestrinho, exercia a profissão nos depósitos da cidade.
Além deles, cada engenho tinha seu tanoeiro, pois não era
admissível guardar a pinga em tonéis com vazamentos, nem
utilizar dornas que deixassem o caldo fugir pelas frestas
das tabuas mal ajustadas, por falta de calafeto ou pela
corrosão dos arcos de ferro. – o arco de barril.
Dos engenhos que deram fama à pinga da Paraty restam uns
poucos, quatro ou cinco, se tantos, pequenos engenhos
movidos por roda d’água ou por força elétrica, mantidos por
aqueles que vêm de famílias com tradição no ramo.
São eles que ainda lutam com os problemas da produção e dão
sustentação ao Festival da Pinga, um dos eventos turísticos
da cidade.
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Fontes
Freire, Zezito, Crônicas de Paraty, Velha Lapa, RJ, 1998
Consulte nossa
bibliografia geral
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A pé pelo Centro Histórico
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