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O Rosário e o santo negro
 


 

1.

Heranças lusitanas, direitos e escravidão na América portuguesa

 

Adriana Pereira Campos

Doutora em História Social pelo PPGHIS-UFRJ, Professora de História Moderna e História do Direito do Departamento de História da Universidade Federal do Espírito Santo

 

Resumo:

Neste artigo, apresentamos a tradição jurídica de legislar sobre escravos na América portuguesa. Parte-se do pressuposto de que houve diferenças fundamentais entre o tratamento legal dado aos escravos nas Américas de acordo com a potência colonizadora de cada

parte. A análise relaciona a formação histórica do Estado lusitano à constituição do Direito sobre escravidão. A trajetória ibérica na modernidade européia é apontada como o principal elemento constitutivo da tradição jurisdicionalista que guiou os portugueses na formatação do edifício jurídico de manutenção dos laços servis em sua colônia americana.

 

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HERANÇAS LUSITANAS: DIREITO E ESCRAVIDÃO NA AMÉRICA PORTUGUESA ...

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2.

Jogos e interesses de poder nos reinos do Congo e de Angola nos séculos 16 a 18

 

Chantal Luís da Silva

Paris IV-Sorbonne- Bolseira da FCT

 

Resumo:

A descoberta do Reino do Congo pelos Portugueses, em 1483, marcou os espíritos. Navegadores, comerciantes e missionários tentaram identificar e descrever aquele reino africano.  As relações entre os Portugueses e as elites locais deram origem a uma aliança econômica, diplomática e religiosa entre o Reino do Congo e o Reino de Portugal.

Mas sendo os interesses diferentes, cedo surgiram os jogos de poder. Destacaremos as razões que levaram os Portugueses e os Africanos a colaborarem, debruçando-nos sobre os interesses de cada um, para em seguida, salientarmos os diferentes pontos de ruptura entre Portugal e os Reinos do Congo e de Angola.

 

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Jogos e interesses de poder nos reinos do Congo e de Angola nos ...

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3.

Sociabilidade, magia e relações de poder no universo cultural afro-brasileiro

 

Eduardo França Paiva**

Departamento de História, Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil.

 

Resumo:

Desde o século XVI, a Bahia, sobretudo Salvador, assim como Pernambuco (e, mais tarde, o Rio de Janeiro), haviam transformado-se em importantes centros receptores de heranças e práticas culturais africanas, que chegavam à América portuguesa com os escravos. Durante o século XVIII boa parcela desse tráfico interno foi direcionado para a região das Minas Gerais.

Inicialmente, o maior chamariz era o ouro, mas, rapidamente, passou a ser a economia dinâmica e diversificada que se desenvolvera na Capitania, aliada a uma malha urbana

bastante extensa e a importantes áreas de agropecuária. A mobilidade física e cultural constituiu-se, a partir daí, em característica basilar dessa sociedade. O encontro de tradições culturais muito diferentes ocorreu intensamente e assumiu dimensões extraordinárias.

 

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4.

Identidade e diversidade étnica nas irmandades negras no tempo da escravidão

 

João José Reis

Professor do Departamento de História da FFCH/UFBa.

 

Resumo:

Os incidentes entre senhores e escravos são cheios de lições sobre a escravidão. Do lado dos brancos, revelam diversas atitudes, do autoritarismo à permissividade. Do lado dos negros, revelam uma grande capacidade de mobilização e organização e uma conquista de espaço de bargnha sob a escravidão.

 

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Identidade e Diversidade Étnicas nas Irmandades Negras no Tempo da ...

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5.

Congado de Uberlândia, relíquias e memória

 

Larissa Oliveira Gabarra

Doutoranda na PUC-Rio em História Social da Cultura, mestre em História Cultural na Universidade Federal de Uberlândia

 

Resumo:

Este artigo trata da história da comunidade do Congado a partir das memórias de um grupo afro-descendente representadas por relíquias que dançam no embalo do corpo do praticante.

Em Uberlândia/MG, dançar ao ritmo de tambores significa homenagear Reis e Rainhas Congo e louvar Nossa Senhora do Rosário e São Benedito. As relíquias expressam a memória ancestral dessa comunidade; formam uma composição estética da dança que registra a visão de mundo dessas pessoas; e, por conseguinte, o seu projeto de futuro. A partir das histórias contadas oralmente e da observação de campo utilizando-se da antropologia visual,

percebeu-se que a memória marcada nas relíquias é parâmetro para relações pessoais, coletivas. O valor dado às relíquias é importante para entender, a partir da composição estética da festa, as identidades dos grupos que praticam a cultura

 

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CONGADO DE UBERLÂNDIA: RELÍQUIAS E MÉMORIA

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6.

A rainha Jinga, África central, século 17

Marina de Mello e Souza

Mestrado em História da Cultura na PUC, Doutorado em História na UFF, Professora-doutora do Departamento de História da USP, especialista em História da África.

 

Resumo:

Uma das personagens mais conhecidas da história centro-africana é a chefe de Matamba, região da atual Angola, que se tornou conhecida por sua conturbada e complexa relação com os dominadores portugueses e hoje é celebrada como heroína nacional desse país africano.

 

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7.

A segunda conversão ao catolicismo da rainha Jinga, c.1657

 

Marina de Mello e Souza

Mestrado em História da Cultura na PUC, Doutorado em História na UFF, Professora-doutora do Departamento de História da USP, especialista em História da África.

 

Resumo:

O tema do poder e da religião é especialmente propício para nos aproximarmos

das formas como populações centro-africanas se relacionaram com os portugueses, que

buscavam conquistar os seus territórios e comerciar escravos, e com os missionários,

que se propunham a converter ao catolicismo os habitantes daquelas regiões, trazendoos

para o seio da cristandade.

 

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A segunda “conversão” ao catolicismo da rainha Njinga – c. 1657 ...

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8.

Catolicismo negro no Brasil, santos e minkisi, uma reflexão sobre miscigenação cultural

 

Marina de Mello e Souza

Mestrado em História da Cultura na PUC, Doutorado em História na UFF, Professora-doutora do Departamento de História da USP, especialista em História da África.

 

Resumo:

Os estudos sobre a inserção dos africanos escravizados e seus descendentes nas Américas têm sido um campo fértil para a reflexão acerca dos processos de sincretismo, aculturação, transculturação, encontro de culturas e miscigenação cultural entre várias outras noções que buscam dar conta de situações nas quais novas culturas surgem a partir do contato entre povos diferentes.

 

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CATOLICISMO NEGRO NO BRASIL: Marina de Mello e Souza

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9.

O destino impresso na cor da pele

 

Marina de Mello e Souza

Mestrado em História da Cultura na PUC, Doutorado em História na UFF, Professora-doutora do Departamento de História da USP, especialista em História da África.

 

Resumo:

A escravidão, que perdurou por quatro séculos, trouxe do continente africano para o Brasil uma enorme gama de etnias e culturas.

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Destino impresso na cor da pele

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10.

Evangelização e poder na região do Congo e Angola, a incorporação dos crucifixos por alguns chefes centro-africanos, séculos 16 e 17

 

Marina de Mello e Souza

Mestrado em História da Cultura na PUC, Doutorado em História na UFF, Professora-doutora do Departamento de História da USP, especialista em História da África.

 

Resumo:

Logo nos primeiros contatos dos portugueses com os povos habitantes ao sul do baixo rio

Congo, o catolicismo foi um ponto de contato, de comunicação e um instrumento de aproximação cultural de ambos os lados.

 

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Evangelização e poder na região do Congo e Angola: a incorporação ...

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11.

Catolização e poder no tempo do tráfico; o reino do Congo, da conversão coroada ao movimento antoniano, séculos 15 a 18

 

Marina de Mello e Souza

Mestrado em História da Cultura na PUC, Doutorado em História na UFF, Professora-doutora do Departamento de História da USP, especialista em História da África.

 

Ronaldo Vainfas

Professor Titular de História Moderna da UFF

 

Resumo:

Eventos como a coroação de Reis Congos, em diversas regiões do Brasil,  lançam questões que só se podem esclarecer com o deslocamento ao século 15 e ao antigo reino do Congo,  quando se deu a conversão ao cristianismo do primeiro soberano local.

 

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Catolização e poder no tempo do tráfico: o reino do Congo da ...

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12.

A origem branca da devoção negra do Rosário

 

Paulo Henrique Silva Pacheco

Mestrando em História pela UERJ

 

Resumo:

O artigo consiste no diálogo entre vários autores que investiram seus estudos no processo histórico da difusão do culto a Nossa Senhora do Rosário, dentre eles: Julita Scarano, Caio César Boschi, Mariza de Carvalho Soares, Antonia Aparecida Quintão e Juliana Beatriz Almeida de Souza. É uma explanação referendada nas origens das primeiras associações religiosas leigas, constituídas na Europa a partir do século XIII, difundindo-se entre os negros três séculos após a sua criação, levando seus devotos brancos a abandonarem quase que completamente esse culto. Essa devoção chegou ao Brasil pelos jesuítas e possivelmente com

alguns confrades saídos de Portugal, estruturando-se como uma invocação negra, viva no catolicismo barroco brasileiro.

 

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(Microsoft Word - A Origem Branca de uma devo\347\343o negra.doc)

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13.

Reis negros coroados

 

José Roberto Pinto de Góes

Resenha do livro de Marina de Mello e Sousa, Reis negros no Brasil escravista, História da festa de coroação do Rei Congo, UFMG, BH, 2002

 

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RESENHAS Reis negros coroados

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