Salve os Santos Reis

Feliz Dia de Reis


 

No dia 6 de janeiro, a Igreja Católica comemora a Epifania, que é a revelação, aos homens, da vinda de Jesus. No Evangelho de Lucas (2, 8-20), pastores de Belém recebem a notícia por um anjo e vão adorá-lo no estábulo que deu origem à tradição do presépio. No Evangelho de Mateus (2, 1-13), um grupo de magos do Oriente é avisado por uma estrela, que eles seguem até Belém para louvá-lo em sua casa (1).

O Evangelho fala pouco desses magos (2). Mas sua participação na história de Jesus tomou tamanho vulto na tradição popular, através da narrativa oral e de relatos apócrifos da Bíblia (3), que se transformou numa das passagens mais misteriosas e fascinantes da História sagrada.

Os Magos são santos apenas na fé popular. A Igreja nunca os canonizou, mesmo porque eles não eram cristãos. Segundo os dados históricos, os magos eram pagãos, sacerdotes do zoroastrismo, a religião que dominava o Oriente conhecido na época do nascimento de Jesus (4).

Os Magos também não eram reis e, provavelmente, ganharam esse título a partir de narrativas medievais (5) e de passagens da Bíblia onde os poderosos da Terra prestam homenagem ao Filho de Deus (6).

Mateus sequer dá nomes aos magos, mas eles acabaram batizados como Belquior ou Melquior, Gaspar ou Casper e Baltazar, por cronistas e estudiosos da Igreja (7).

Finalmente, não se sabe quantos eram os Magos. Nas representações encontradas nas catacumbas romanas e nos sarcófagos do início de nossa era, eles variam de dois a oito. Mas podem ter chegado a três por causa dos três presentes que deram a Jesus: ouro, incenso e mirra e dessa forma figuram na maior parte da produção artística (8)..
Registros históricos dão conta de que, em 243AC, o rei sírio Seleucus II ofereceu ouro, incenso e mirra a Apolo, em seu templo da antiga cidade grega de Mileto. Esses três itens, como presentes a um deus, podem ter inspirado, em Mateus, os presentes dos Magos a Jesus.

O ouro

Os hieróglifos egípcios falam do ouro já em 2.600AC. O Egito e, especialmente, a Núbia, foram os maiores produtores de ouro de boa parte da História. Artefatos nesse metal surgem na Europa Central em 2.000AC. O ouro é frequentemente citado no Velho Testamento como símbolo não só de riqueza, mas da excelência e o Livro da Revelação, em 21, 21, fala nele cobrindo as ruas de Jerusalém. .

Na mitologia grega, um carneiro alado com lã de ouro, enviado pelos deuses, salva a vida do herdeiro de um trono e a pele desse carneiro, conhecida como Velo de Ouro, se torna símbolo da legitimidade real. Mais tarde, o herói mitológico Jasão parte em busca dessa pele e sua posse o legitima como rei de uma cidade da Tessália.
Esse mito era corrente no tempo de Homero (9), por volta do século 8AC, foi relatado por Apolônio de Rodes (10) no século 3AC e, certamente, contribuiu para consolidar, ao longo da História, o significado desse metal como o símbolo do poder e da autoridade emanada de Deus, por sua incomparável preciosidade e por sua eternidade, enquanto os outros metais se deterioram com o tempo.

O incenso
 
Nas versões brasileiras da Bíblia, segundo Mateus 2,11, os Magos oferecem ouro, mirra e incenso a Jesus. Mas na versão inglesa, a Authorized King James Version (11), os magos oferecem ouro, mirra e frankincense, ao invés de incense, palavra que também existe em inglês (12).

Segundo o Webster’s Dictionary, frankincense era uma resina aromatica obtida da árvore Boswellia , que servia para perfumar santuários, evocando a presença de Deus.

Largamente usada pelos faraós, foi encontrada na tumba de Tutankamon (13). Conta-se, também, que o imperador romano Nero (14), no funeral da esposa Popéia, a usou em tanta quantidade quanto Roma inteiram em um ano.

Judeus, cristãos e muçulmanos a misturavam com óleos para ungir recém-nascidos e pessoas que entravam numa nova fase da vida espiritual. A unção com esse óleo sagrado sagrava a presença de Deus em reis e sacerdotes.

Natural da Índia, essa resina foi comercializada por mais de 5.000 anos na Península Arábica e no Norte da África, de onde chegou à Europa pela chamada Rota do Incenso (15). Era também chamada de olibanum ou oil of Lebanon, lugar onde era comprada pelos europeus.

Por volta de 300AD, o cristianismo aumentou a demanda por essa mercadoria. Mas a desertificação da Península Arábica e os ataques de nômades partas passaram a dificultar o fluxo das caravanas e ela foi se tornando cada vez mais rara. Até que, na Idade Média, ela foi reintroduzida na Europa pelos cruzados francos, da futura França.

Talvez desse fato venha seu nome como frankincense, significando franco-incenso ou incenso dos francos, já que, em inglês, os outros significados de frank não se adéquam à palavra.

Já incense ou incenso, segundo o mesmo Webster’s, não é uma matéria-prima, mas um composto aromático de plantas e óleos essenciais, de origem vegetal ou animal, preparado por manipulação e eventualmente industrializado, que tem o mesmo uso do franco-incenso, em cerimônias religiosas.

O incenso pode se compor de várias fragrâncias, desde o próprio franco-incenso e a mirra, até o âmbar, cânfora, cedro, cravo, jasmim, o sândalo e outras. Os babilônios usavam extensivamente o incenso em oferendas para os oráculos divinos. O incenso se difundiu da Índia para a Grécia e Roma. e era importado pela antiga Israel desde o século 5AC.

A mirra

A mirra era uma resina extraída de diversas árvores da família Commiphora, nativas principalmente do Iêmen, Somália, Etiópia e Jordânia.

Plínio, o Velho (16) conta que a mirra entrava na composição do incenso, como já vimos e de perfumes, especialmente o Perfume Real dos partas (17). Como desinfetante, fumigava jarros para o armazenamento de vinho. Na medicina da época, além de funcionar como anti-séptico, atuava contra as dores, os males do coração, na menopausa, nos tumores uterinos e na circulação do sangue.

Como óleo, era empregada para embalsamar os mortos e consta que foi usada para preservar o corpo de Jesus (18). E, assim como o franco-incenso, figurava na unção de sacerdotes e reis, simbolizando a presença do Espírito de Deus em suas tarefas. Altamente valorizada, na Antiguidade, a mirra chegava a valer mais do que seu peso em ouro.
O presente de cada um

Não se sabe, por outro lado, qual desses presentes cada mago levou para o Menino Jesus. Mas uma das versões mais interessantes também vem da tradição medieval (19).

Segundo essa versão, Belquior deu a Jesus os tesouros de Alexandre (20) e os ornamentos oferecidos ao Templo de Salomão (21) pela Rainha de Sabá (22). Entre os tesouros de Alexandre estavam uma maçã de ouro e 30 dinheiros de prata, que entraram em circulação e caíram nas mãos de Judas para trair Jesus. Baltazar deu o incenso e Gaspar deu a mirra.

Variam, ainda, as versões sobre o significado desses presentes. Numa delas, Perguntados por Herodes sobre o significado desses presentes, os Magos responderam:

“São simbólicos d’Ele, porque o ouro é o senhor do mundo material e Esse Profeta é o Senhor do povo de seu tempo. A mirra cura feridas e, através d’Esse Profeta, Deus vai curar os doentes e mutilados. A fumaça do incenso alcança o Céu e Esse Profeta será elevado a Deus como nenhum outro de seu tempo”.(23).

Em Mateus, os Magos se prostram em adoração a Jesus. Em Lucas, os pastores se ajoelham. Esses gestos indicavam grande respeito, eram usados diante de reis e, inspirada nisso, a Igreja primitiva os adotou em seus rituais. Hoje, no Ocidente, a prostração é mais rara, mas o ajoelhamento permaneceu como importante elementos do culto religioso cristão.

Relíquias dos Magos

Em 1270, em seu livro de viagem Il Milione, Marco Polo (24) disse que lhe foram mostradas as tumbas dos três Magos em Saveh (25), no Irã, lugar de onde, segundo tradição, eles partiram em sua viagem a Belém.

No mosteiro de Agiou Pavlou ou São Paulo, em Monte Athos, Grécia (26) há uma caixa de ouro do século 15, supostamente com os presentes dos Magos, doada pela sogra de Mehmet II, o conquistador de Constantinopla. Essa caixa pode ter sido uma das relíquias do palácio de Constantinopla, atualmente a cidade turca de Istambul, antiga sede do Império Romano do Oriente. Diz-se que a caixa está nesse mosteiro desde o século 4AD.

Na catedral de Colônia, Alemanha, há a capela dos Três Reis, onde, segundo a tradição, estão os restos mortais dos Três Sábios, supostamente descobertos por Santa Helena numa peregrinação à Terra Santa. As relíquias, segundo os relatos, foram enviadas por ela á igreja de Santa Sofia, em Constantinopla, depois levadas a Milão e, finalmente, a Colônia, pelo Sacro Imperador Romano Frederico I, em 1164AD.

Reis e tradições

De qualquer forma foram os magos, citados por Mateus e transformados em reis pela narrativa popular, que introduziram a troca de presentes nas festas de fim de ano. Em alguns países da Europa, a comemoração de Reis é considerada tão importante quanto a do Natal.

Na Espanha e em Portugal, as crianças enchem os sapatos de capim e colocam na janela para alimentar os camelos dos Reis, que retribuem o gesto deixando doces para elas. Em algumas regiões, as crianças preparam uma bebida para cada Rei ou deixam comida para os camelos, porque, segundo a tradição, é a única noite do ano em que esses animais se alimentam.

Há cidades espanholas que organizam cavalgadas, onde os Reis e seus servos atiram doces e presentes para as crianças. Também na Espanha, há o Roscón de Reyes, um bolo com um grão de feijão e um bonequinho do Menino Jesus misturados na massa. Quem achar o Menino Jesus, vira Rei. Quem achar o feijão, paga o Roscón.

No México, há uma Rosca de Reyes com bonequinhos do Menino Jesus. Quem os encontra, compra comidas para uma outra festa, a da Virgem Candelária, que acontece em fevereiro.

Na França e na Bélgica, come-se um Bolo de Reis, com um grão de feijão na massa. Quem encontrar essa grão, vira Rei por um dia.

Na Europa Central, é tradição escrever as iniciais dos Reis na soleira da casa, para trazer bênçãos durante o ano. As iniciais, C de Cásper ou Gaspar, M de Melchior e B de Baltazar, também significam Christus Mansionem Benedicat ou Cristo abençoa esta casa.

Em regiões católicas da Alemanha e da Áustria, crianças vestidas de Reis carregam uma estrela, escrevem essas iniciais na soleira das casas e coletam donativos para a caridade.

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Notas:


(1) V. Textos Bíblicos, com as partes de Mateus e Lucas que falam da Natividade.
 
(2) Os magos são citados por Mateus apenas de 2,1 a 2,13. V.Textos Bíblicos.
 
(3) Apócrifos são textos bíblicos não reconhecidos pela Igreja e excluídos da Bíblia oficial.  
 
(4) V. detalhes em Os Reis que eram magos, nesta edição.
 
(5) Entre essas narrativas está Trium Regium, registrada pelo monge alemão Johannes de Hildesheim, importante cronista medieval do século 14.
 
(6) Diz o Salmo 67,30, “Pelo vosso templo em Jerusalém, ofereçam-vos presentes os reis”. O Salmo 71,11 diz de Jesus: “Todos os reis hão de adorá-lo, hão de servi-lo todas as nações”. No Salmo 71,10, “Os reis de Társis e das ilhas lhe darão presentes, os reis da Arábia e de Sabá lhes oferecerão seus dons”. No Salmo 71,11, “Todos os reis hão de adorá-lo e hão de servi-lo todas as nações”. Em Isaías, 60,3, está “As nações se encaminharão à tua luz e, os reis, ao brilho de tua aurora”.
 
(7) Aparentemente, os nomes dos Magos vêm de um manuscrito de 500AD, encontrado em Alexandria, no Antigo Egito. Esse manuscrito, composto em grego, foi traduzido para o latim como Excerptia Latina Barbari. Os Magos também recebem esses nomes em outro documento grego, do século 8, traduzido para o latim como Collectanea et Flores. Esse texto está na Patrologia Latina, coleção de escritos medievais de papas e autoridades eclesiásticas, publicada no século 19. Nesses textos, Gaspar ou Casper vem do persa kandswar, que significa “aquele que tudo observa”. Baltazar vem do assírio-babilônio Baal shar usur, equivalente a “O deus Baal manifesta o rei”.e Belquior ou Melquior vem do hebraico mal-ki-ur e quer dizer “Meu rei é luz”.
 
(8) V.
Arte
 
(9) O poeta grego Homero (c.século 12 ou 9AC), é o celebrado autor dos poemas épicos Ilíada e Odisséia, as obras mais antigas da literatura ocidental e pilares culturais da Grécia Antiga, registrando sua mitologia clássica.
 
(10) Apolônio de Rodes (c.século 3AC),  era bibliotecário na Biblioteca de Alexandria, no Egito Antigo e escreveu o poema Argonáutica, sobre a saga de Jasão e do Velo de Ouro.  
 
(11) A King James Version é uma tradução da Bíblia, composta entre 1604 e 1611, durante o reinado de James I, da Inglaterra, considerada sua versão mais autorizada no Ocidente . Em 1604, esse rei convocou uma conferência para desenvolver uma nova versão do Livro Sagrado, em função de problemas nas anteriores. A nova versão foi composta por 47 estudiosos, membros da Igreja da Inglaterra. O Antigo Testamento veio do Texto Masorético, da Bíblia Judaica, cujos trechos mais antigos são do século 9AC, o mais respeitado sobre essa parte do livro. O Novo Testamento foi traduzido do Textus Receptus , uma série de textos gregos que serviram de base para a Bíblia Luterana, reunidos em 1516 por Erasmo, o célebre humanista do Renascimento. Os livros apócrifos vieram do Septuagint , versão grega da Bíblia Judaica composta entre os séculos 3 e 1AC.
 
(12) “And when they were come into the house, they saw the young child with Mary his mother, and fell down, and worshipped him: and when they had opened their treasures, they presented unto him gifts; gold, and frankincense, and myrrh” (Matthew, 2, 11).
 
(13) Tutankamon (1341-1323AC), foi um faraó egípcio do século 14AC. Sua tumba foi descoberta, praticamente intacta, em 1922 e trouxe grande contribuição ao estudo do Egito Antigo.
 
(14) Nero (37-68AD), chegou ao trono em 54AD, centrando seu governo na diplomacia, no comércio e no desenvolvimento cultural de Roma, com a construção de teatros e a promoção de jogos atléticos. Combateu os partas com sucesso e assinou com eles um acordo de paz. Em 68AD, foi derrubado por um golpe de estado e suicidou-se, para não ser assassinado. O reinado de Nero é normalmente associado à tirania e à extravagância. Ele ficou na História como um dos mais ferozes perseguidores dos cristãos, por mandar matar um irmão e a própria mãe e por tocar harpa enquanto Roma ardia em chamas. Mas algumas fontes dizem que ele era popular, entre as pessoas comuns, especialmente no Oriente.
 
(15) A Rota do Incenso eram antigos caminhos de comércio entre o Egito e a Índia, através da Península Arábica, de onde se estenderam para o Mediterrâneo entre os séculos 3AC e 2AD, transportando especiarias, tecidos finos e ébano da Índia, incenso e mirra da Península Arábica e madeiras raras,penas, peles de animais e ouro da África

(16) Gaius Plinius Secundus (23-79AD), também conhecido como Plínio, o Velho, foi escritor, naturalista, filósofo e comandante naval e do exército no Império Romano, além de amigo do imperador Vespasiano. Passou a maior parte da vida estudando, escevendo e investigando a geografia e os fenômenos naturais e escreveu uma obra enciclopédica, a Naturalis Historia, que se tornou modelo para publicações semelhantes.

(17) Os Magos vieram do Oriente e o Oriente conhecido, na época do nascimento de Jesus, era dominado pelo Império Parta, o que estabelece uma relação entre eles, a mirra e seu uso em compostos raros como o Perfume Real, provavelmente dedicado à nobreza. Mais detalhes em Os Reis que eram Magos, nesta edição.

(18) “(...) José de Arimatéia (...) rogou a Pilatos que lhe permitisse tirar o corpo de Jesus e Pilatos permitiu. Então, foi e tirou o corpo de Jesus. E foi, também, Nicodemos (...), levando um composto (...) de mirra e aloés” (João, 19, 38-39).

(19) A versão que se segue foi registrada pelo mesmo Hildesheim da nota (5)

(20) Alexandre, o Grande (356AC-323AC), rei da Macedônia, foi um célebre estrategista militar, um dos maiores conquistadores da História e um dos mais poderosos imperadores do mundo grego, dominando parte significativa do Ocidente e do Oriente.
 
(21) O Templo de Salomão, também conhecido como Primeiro Templo, era o lugar de devoção e de sacrifícios rituais dos antigos judeus. Ficava no atual Monte do Templo, em Jerusalém, local que consideravam sagrado porque, segundo a Bíblia, de seu barro Deus moldou o primeiro homem, . Os muçulmanos também consideram esse monte sagrado porque dele Maomé ascendeu ao Céu, segundo o Alcorão. Concluído em 960AC, o Templo de Salomão foi destruído pelos babilônios em 586AC. Reconstruído em 516AC, foi renomeado como Segundo Templo, mas novamente destruído durante a invasão romana de Jerusalém, em 70AD. Em 637, os muçulmanos expulsaram os romanos e, entre 685 e 691, ergueram sobre as ruínas do Segundo Templo o Domo da Pedra, destinado originalmente a abrigo de peregrinos do Islã. O Domo da Pedra ainda está de pé e é a mais antiga construção preservada do mundo islamita. Junto ao Domo, os muçulmanos concluíram em 705 a mesquita Al-Aqsa, que eles chamam de Nobre Santuário e que chegou à forma atual em 1035, depois de várias reconstruções. Em 1099, Jerusalém foi tomada pelas Cruzadas e, em 1119, a mesquita de Al-Aqsa foi ocupada pela Ordem dos Templários, para dar guarida a peregrinos cristãos. Em 1187, os muçulmanos retomaram Jerusalém, precipitando o final das Cruzadas em 1290, mas novamente perderam a cidade em 1967, na Guerra dos Seis Dias. No controle de Jerusalém desde essa data, os israelenses preservaram o Monte do Templo como lugar de devoção e permitiram que continuasse sob administração árabe. Mas o local permanece como principal foco da disputa entre árabes e judeus pelo controle da cidade.

(22) Citada, entre outros, na Bíblia hebraica, no Novo Testamento e no Corão, a rainha de Sabá era a governante do antigo reino de Sabá ou Sheba, que ocupava os territórios da Eritréia, Etiópia e Iêmen atuais. Na Bíblia hebraica, ela ouve falar da grande sabedoria de Salomão, viaja a Israel para ouvi-lo e o presenteia com especiarias, madeiras raras, pedras preciosas e o equivalente a quatro toneladas e meia de ouro. Volta impressionada com o conhecimento e a riqueza do rei, que se dispõe a retribuir seus presentes com o que ela quiser.

(23) Esta versão é de Abu Já’far Muhammad ibn Jarir al-Tabari (838AD-923AD), um dos mais antigos e mais importantes historiadores persas e intérpretes do Alcorão, que se baseou em Wahb ibn Munabbih (c.635-647AD-c, 725-737AD), grande estudioso da tradição muçulmana a partir da narrativa oral.  

(24) Marco Polo (c.1254-1324), foi um mercador e viajante da República de Veneza, que introduziu os europeus à China e à Ásia Central. Em 1269, partiu com seu pai e seu tio numa épica viagem de 24 anos pela Ásia. Quando voltaram, Veneza estava em guerra com Gênova e Marco Polo foi aprisionado, por se apoderar de um navio. Na prisão, ditou seu relato a um escritor da época, Rustichello da Pisa. O livro saiu em várias versões, nenhuma delas autorizada e sob vários títulos: Il Milione, As Viagens de Marco Polo , O Livro das Maravilhas, Oriente Poliano e Descrição do Mundo. A obra, extremamente popular na Europa do século 13, tornou-se um dos mais célebres relatos de viagem da História e influenciou inúmeros navegantes, entre eles Cristóvão Colombo. O texto descreve as viagens de Marco Polo ao Oriente, incluindo Ásia, Pérsia, China e Indonésia, entre 1271 e 1298, onde entrou em contato com a corte do lendário Kublai Khan. Libertado da prisão em 1299, Marco Polo se tornou um próspero comerciante e morreu em 1324.

(25) Saveh, também traduzida como Sava é uma antiga cidade iraniana, a 100 km de Teerã e  não deve ser confundida com Sabá ou Sheba, antigo reino entre a África e a Península Arábica, cuja rainha visitou Salomão. Além de ponto de partida da viagem dos Magos, segundo a tradição, Saveh é citada em relatos como sede de uma das mais importantes bibliotecas do Oriente Médio, até sua destruição pelos mongóis, durante a invasão da Pérsia.

(26) O Monte Athos é uma elevação da cidade grega da Macedônia, que abriga vinte mosteiros cristãos ortodoxos.
 Considerado Patrimônio da Humanidade, pela Unesco, tem visitação restrita e proibida a mulheres.

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Fontes:
www.google.com

www.wikipedia.org
http://www.newadvent.org/cathen
http://www.bibliacatolica.com.br
http://www.studylight.org/desk/?l=en&query=Genesis+1&section=0&translation=kjv&oq=ge%201&new=1&nb=ge&ng=1&ncc=1


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